terça-feira, 4 de março de 2014

Anarquismo, Espiritismo e as Portas do Tempo

Anarquismo, Espiritismo e as Portas do Tempo


Navegávamos pelo mar gelado
Pela beleza fria de Santa Maria
Mais conseguimos chegar ao Caribe
E nos divertir no quente mar de barba negra
Edward não imaginaria que seria pai de uma nação de jovens da cultura pirata, não filhos da carne, mais com certeza filhos de seu espírito rebelde e aventureiro, que nada temia, muito menos temia a sua própria morte.

Engolidos pela Globalização Econômica acordamos em um mundo estranho de grandes cidades, shoppings, supermercados, rodovias, moda e estética absorvida pelo comercio.

 Os símbolos eram um elo mágico do tempo e do espaço que nos resgatavam, que nos ligava um a outro em uma legião do passado em um futuro desconhecido, onde o mercantilismo gerou o capitalismo e nos éramos ainda estranhos aqui.

As tatuagens modernas deixava as tatuagens piratas ultrapassadas e feias, perante a beleza da cultura pirata absorvida pelo comercio.

Éramos de novo crianças em um futuro longínquo no tempo e no espaço, em praias pelo mundo urbanizado de grandes edifícios e arranha céus pelo mundo.

Derrepente eu vi com 6 anos de idade na praia, uma pilastra de madeira que marcava o lugar de um naufrágio de navio, estava esculpida ali um rosto de barba e cabelos compridos e perguntei a minha mãe quem é este ? e ela me respondei Jesus Cristo, e eu não sabia quem era ele, mais depois de muito tempo, pirataria e cristianismo seria por nos chamado de Anarquismo, mais isto é uma outra longa historia, de navegantes dos mares do mundo.

O Navio era nossa espaçonave, nossa eva, nossa ave, nosso pássaro encantado de nossa historia sem fim, que passava por portas mágicas no tempo e no espaço e nos remetia a outras historias de vidas, que vivíamos.

De novo eu pensava em ser capitão, em fazer meu barco pirata, mais o mundo se tornou extremamente burocrático e o dinheiro um novo deus das cidades, que sem ele nada tínhamos.

Tudo era mais difícil e eu me perguntava como vim para ali, absorvido por um grande espírito da globalização, que tinha nos transformado em brinquedos para crianças ricas.

Quando comercializávamos produtos comprados em lugar e vendidos em outros lugares distantes que eram ali novidades, ganhávamos muito dinheiro.

Vivíamos sem fronteiras e sem nação, nossa família era a humanidade e nossa pátria o mundo, por tal motivo éramos piratas.

Os Piratas eram uma sociedade, uma nação marítima, onde existia reis, nobres, plebeus, bandidos assassinos e uma grande escoria, e a sociedade só mostrava o pirata como um agente negativo e malvado, pois assim lucrava com mentiras a respeito de meu povo, filho mar, filhos de santa Maria, filhos da trindade Real.

Eu nada sabia nesta minha vida mais aos poucos eu ia descobrindo, saindo um pouca cada dia mais da razão solar e sintonizando a lua.

Uns viam a mim dizer serem meus filhos, mais eu era um filho e não um pai, biologicamente me explicando e só depois de muito tempo eu descobri que tinha filhos espirituais, frutos de meus atos, e não da minha carne.

Meus atos eram a não submissão, o anti autoritarismo, a responsabilidade, o discernimento e muitos seguiam estes meus passos rebeldes de rei dos mares.

Acordava toda vez que via, quando uma linda garota se aproximava e tinha em seu corpo jovem uma tatuagem de navio.

Minha vida estava ligada ao comercio e minha necessidade era em viajar pelo mundo, conhecer pessoas e lugares, e eu trabalhava para isto, mesmo sem um navio, mesmo não sendo mais capitão, mais agora sendo passageiro, ali eu estava, um pirata adaptado a uma nova realidade mundial mercante.

Porem a minha rebeldia não se contentava com tudo isto, pois o mundo estava cheio da escoria nos altos escalões sociais.

E exércitos de jovens piratas caminhavam junto ao Anarquismo mundial, com a velha bandeira negra da aliança rebelde, mas agora com o "A" da Anarquia Mundial estampada na bandeira no lugar da caveira, algo estava mudando.

Black Block's eram como agíamos taticamente, uniformizando manifestações com a roupa negra da Igreja Gótica, pois nos piratas sempre fomos a "Marinha da Igreja Gótica Mundial".

Os espíritos pobres que não conseguiam reconhecer um Estado Mundial, com reis, nobres, aristocratas, religiosos, mercantes, plebeus, escravos, bandidos e marginais, como em todo os Estados que surgiram no Mundo, nos não éramos diferentes por isto e sobre o Estandarte Mundial Negro, que agora se chamava Anarquismo, nos reorganizávamos.

Eu não errava um alvo, mais sempre me fazia de mau jogador, era uma forma de não me reconhecerem como militar, mesmo sem nunca ter passado pelo corporativismo militar do Estado da Revolução Burguesa.

Porque aqui, porque de novo, porque neste tempo e neste espaço, será que alguém nos trouxe aqui, para fazer o que por aqui ?
Não sabíamos ainda, só sabíamos que iríamos conseguir, e o mundo de novo nos via em grandes manchetes de jornais mentirosos. 

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